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Fasceite Plantar: Como Viver Sem Essa Dor

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Fasceite Plantar: Como Viver Sem Essa Dor

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Despertador toca e surge um pensamento: que dia é hoje? E logo vem a lista de tarefas que precisa ser cumprida naquele dia. Nem mais um minuto na cama. E ao se levantar apressadamente, você se lembra de que aquela dor está lá. A dor permanece na sola do pé. Ela persiste. A perna falsea. Você quase cai. Movimenta-se aos poucos, coloca aquele sapato macio, e ao longo do dia a dor alivia. O ciclo permanece dia após dia. Mas até quando? Até você ler esse artigo.

O nome dado a essa dor, é fasceite (fascite) plantar, e é a causa mais comum de dor na região do pé. Estima-se que uma a cada 10 pessoas experimentem essa dor na região subcalcânea ao longo da vida, principalmente nos homens entre 40 e 70 anos, e até mesmo atletas, especialmente corredores.

Ela pode ocorrer por diversos fatores: um trauma na região que envolva forças de tração ou cisalhamento, avulsão da fáscia plantar, fratura de estresse do calcâneo, neuropatia compressiva dos nervos plantares, esporão plantar do calcâneo e atrofia senil do coxim gorduroso plantar, encurtamento progressivo dos músculos posteriores do corpo, achatamento do arco plantar (pé chato), desequilíbrio biomecânico entre músculos, tendões e arituclações.

A fáscia plantar que já possui pouca elasticidade na sua composição, se for associada a um má descarga de peso durante a caminhada mais a perda de flexibilidade da cadeia posterior, ela perde mais sua flexibilidade, e como consequência, vem a dor crônica embaixo do pé. Somado ao avanço da idade, o coxim gorduroso reduz o colágeno e líquido (perde a sua capacidade de amortecimento), e os músculos perdem a flexibilidade, aumentando o quadro de fasceite plantar.

E como acontece a dor?

A dor aparece de forma esporádica, em situações específicas, como o uso de salto alto, ou aquelas sandálias “rasteirinhas”, ou após um período específico de treino intenso na corrida, no futebol, e até mesmo para aquelas pessoas que não praticam nenhum tipo de atividade física e permanecem muito tempo sentadas.

Ela chega de forma aguda e desaparece na mesma proporção, deixando o paciente sem saber nem mesmo onde procurar a dor. E aos poucos o problema vai se agravando, e a dor torna-se constante, até incomodar para caminhar, piorando pela manhã e final do dia. Tornando-se insuportável o apoio do calcanhar.

Tratamento

A ótima notícia é que essa dor tem solução. Entender a causa é o fator principal para essa cura.

Primeiramente o paciente deve entender que vai precisar de uma mudança de hábito, não trata-se de um tratamento sem fim, mas sim de ajustes que ele irá precisar fazer em sua rotina. Por isso, muitos pacientes tem a dor reincidente depois de um período, pois não fazem a mudança na sua vida. Fazem um tratamento e depois disso abandonam a nova rotina.

O resultado vai depender da disciplina do paciente em realizar atividade física, como fortalecimento e alongamento dos músculos envolvidos, além de uma correção na sua postura.

Imprescindível é a avaliação física feita por um fisioterapeuta, que irá apontar os desequilíbrios articulares e musculares que ocorreram para gerar a fasceite plantar de forma pontual, específica e individual a cada pessoa. Cada organismo reage de uma maneira às exposições externas e por isso a avalição ela é indispensável ao tratamento. Avalia-se também a qualidade do arco plantar.

Cada caso terá um tempo de recuperação e uma sequência de tratamento, mas o mais comum é o alinhamento feito das articulações através da Terapia Manual e musculares pela RPG (Reeducação Postural Global), pois o corpo precisa de alinhamento para que a descarga de peso nos pés ocorra de forma harmônica e biomecanicamente correta.

Passado por esse processo chega a hora de fortalecimento dos músculos da fáscia plantar e alongamento de toda cadeia posterior. E não existe melhor método do que o Pilates. Durante a execução dos exercícios há um estímulo em trabalhar o arco plantar, o que aumenta a mobilidade do arco, fundamental na evolução do quadro de Fasceite Plantar. E os alongamentos da cadeia posterior, para que os músculos executem seus movimentos no seu comprimento ideal, e dessa maneira, não sobrecarregam articulações e tendões.

É nessa fase que o paciente já se encontra sem dor, e precisa saber que a prática dos exercícios deve ser mantida, ao longo de toda a vida.

Parece simples o tratamento! Sim, ele é bem simples e o principal vai ser a tomada de decisão do paciente em mudar de vida. E quem não quer ter uma vida sem dores?

Ajude as pessoas a tomarem conhecimento desse assunto, assim você estará contribuindo para que alguém tenha uma vida sem dores.

Se tiver dúvidas sobre o assunto, nos escreva (contato@institutorodrigoribeiro), será uma alegria dividirmos mais com você.

Daniela T. S. Ribeiro

Fisioterapeuta – CREFITO-3/100143-F

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